quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Dia Qualquer

Quero ser apolítico, mas é impossível! Nestas datas, nossas ruas ficam infestadas de carros de som, que incomodam mais do que pernilongos, e são mais nocivos do que todos os insetos. Pior ainda, é que eles usam do dinheiro do povo (odeio esta palavra) para enganar e explorar o próprio...
Será que alguém precisa mesmo deles?
O mundo seria uma quase Utopia verdadeira, se não existissem nem reis, nem duques, condes ou barões. Mas seria uma perfeição completa, se também não existissem presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados federais, deputados estaduais, vereadores, párocos, pelegos, síndicos nem sindicatos.
E, do topo da sua ignorância, alguém vem e me pergunta: mas não seria um caos?
Caos é o que está aí! E todo mundo sabe disso! Todos concordam que políticos não prestam, mas acabam votando neles, legitimando os nababilionários empregos deles, pagos pelos esforços e rendas dos próprios eleitores. Depois, se queixam! Mas nunca deixam de votar! E ainda traçam elogios, para contrabalançar as críticas! Os comuns, que recebem o coletivo de "povo", são como escorpiões do deserto, que, desesperados, picam a própria cabeça, matando-se, pela ânsia de matar alguém, ou, talvez, de descarregar o veneno do aguilhão! São assim: em épocas eleitorais, as ruas se enchem de santos, puros, limpos e milagreiros, que fazem mil promessas aos fiéis, revertendo o fluxo normal das promessas (que normalmente partem dos devotos aos santos); depois, uma vez empossados, trancam-se em seus gabinetes e esquecem os eleitores, até as próximas vésperas de eleições. Dizem que não têm tempo, que têm muito o que fazer pelo povo, quando, no íntimo, estão é com nojo dele, preferindo a segurança e o conforto de seus gabinetes ar-condicionados! E o povo volta a xingar e falar mal dos tais! Mas não deixa de votar, nem de defender aqueles em quem votaram, e por quem foram traídos. Não que acreditem na honestidade deles, mas porque jamais admitiriam que fizeram uma escolha errada, que foram enganados (quem quer, mesmo sabendo que o é, ser chamado de otário?). E o círculo vicioso e vergonhoso continua. Nada muda! E é preciso, é urgente, mudar! Acabar com esse estado de coisas!
Mas... qual é a alternativa?
Direi, quando voltar ao blog! Agora é madrugada, e daqui a pouco é batalha! Até!