quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Hoje Levei Uma Bronca

Hoje levei uma baita bronca de Bel e Biel. São meus amigos de Olinda. Mãe e filho, com quem convivo desde 2001.
Bel e Biel são aqueles amigos de verdade, que não puxam o saco, nem fazem questão de parecer carinhosos, amistosos... não: são amigos que falam com franqueza, até mesmo tornando-se incômodos, de vez em quando. Mas que não enganam. Os perigos verdadeiros estão naqueles que só elogiam. Que deixam você afundar no poço e acham "bonitinho"; que aplaudem quando você se empanturra de porre; que fazem questão de ser excessivamente "agradáveis", e nem sempre são sinceros.
Posso, na verdade, orgulhar-me de ter tido bons amigos. Amigos francos, como Bel e Biel.
Amigos como Laert Luiz Moraes, que, quando eu (ou qualquer pessoa) lhe pedia uma opinião, respondia com uma pergunta: "Sim ou sin?" Quando a pessoa estranhava o que queria dizer "Sin ou Sim", ele explicava: "Sim com eme ou sin, com ene?" Se a pessoa ainda não tivesse entendido, ele era contundente: "Quer uma resposta simpática ou sincera?" Aí, a gente já sabia que ele não tinha gostado, fosse lá do que fosse...
Amigos como Vera Ellerys, que gastava comigo muitas de suas horas, analisando comportamentos, buscando a fórmula da boa convivência... amiga que sabia ser amiga, sem segundas intenções; que sabia ser divertida mesmo quando falava muito sério.
Amigos como Francisco Pordeus, Ageu Pontes, Luduíno Lima e Francisco Flores, que se esforçavam para compor uma mini-sociedade de progresso; que sonhavam com um mundo melhor...
Amigos como Moisés, que, mestre das broncas e das atitudes anti-sociais, era autêntico em seu comportamento, ainda que grosseiro. Tinha todos os defeitos do mudo, mas sabia ter humildade e sinceridade.
Como Paulo César Salles de Santana, que perambulava comigo pelas ruas do comércio de Maceió, passando trote, paquerando as meninas, discutindo filosofia de esquina... e que, um dia, escreveu um artigo em que me descrevia (sem dizer meu nome) com tanta fidelidade que até minha mãe, quando o leu, admirou-se: "A pessoa que este autor descreve é o Alberto! Parece que ele o conhece até melhor do que eu!"
Amigos como Leon Denizard, que por vários meses me "adotou" como hóspede, que me aturou em meus desatinos, e que sempre se preocupou em me convidar a participar do convívio de sua família, nos tempos em que eu estava só.
Amigos como Daniel Sidnei da Silva, que também me hospedou muitas vezes, sendo sincero a ponto de ser crítico, que me aconselhou muitas e muitas vezes, e me incentivava a buscar o progresso pessoal... que também soube me ouvir muitas vezes.
Amigos como Aristeu Nogueira Soares, que, mesmo sob o estigma de "louco", soube me valorizar, e demonstrou ser mais sábio do que muitos dos "sensatos" e "comportadinhos".
Amigos como Luiz Fernando Serafim, que dava muitas aulas e conselhos de economia (se os tivesse seguido, com certeza hoje eu estaria rico), que era fino ao ponto de ser sensível, mas que sabia reagir e jamais deixava que lhe pisassem nos calos.
Amigos com José Carlos Sopchaki, que soube pular do barco que naufragava, e é hoje um grande incentivo, ainda que distante, e um exemplo de sucesso.
Amigos como Raimundo Ubiracy Sarrazin, que conviveu comigo intimamente, na era da insensatez, e soube dar a volta por cima. Que chagara a me declarar sábio, mas demonstrou ser muito mais capacitado do que eu.
Amigos como Gersonize Bastos de Oliveira, uma das maiores campeãs da Fé que eu já conheci.
Amigos como Custódio Ribeiro de Sena, que, mesmo sendo por vezes grosseiro, tem a virtude de ser franco e sincero... como a própria Isabel, mãe de Gabriel.
Pois é: Isabel e Gabriel me deram uma bronca hoje, quando acessaram meu wysxhk e não viram seus nomes entre alguns dos nomes que ponho no começo do blog.
Bel e Biel, por favor, não se ofendam. Citei amigos distantes, que há muito tempo não vejo, na esperança de que me localizem no megaciberespaço e tentem me localizar. De vocês, estou sempre perto! Abraços!